ESPECIALIZAÇÃO MÉDICA SUÍÇA: ZURIQUE, MAIORCA, LONDRES, NOVA IORQUE

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Clinicamente editado e revisado por THE BALANCE Esquadrão
Fato verificado

A depressão pós-parto é uma síndrome depressiva que afeta cerca de 10 a 15 parturientes em cada 100. Apresenta sintomatologia semelhante à perturbação depressiva, incluindo humor deprimido, e durante cerca de duas semanas. 

depressão pós-parto

A depressão pós-parto é relevante, pois dependendo do grau de severidade, a puérpera pode deixar de ter condições para cuidar adequadamente do bebé, inclusive ao nível das tarefas mais fáceis.

A sintomatologia depressiva pode fazer emergir um sentimento de culpa por não se sentir feliz com o recém-nascido. Nem sempre as razões de depressão pós-parto são evidentes. A depressão pós-parto é precedida da tristeza pós-parto.

A depressão pós-parto é, de acordo com Umboh et al.(2023), precedida de uma fase de ajustamento normal caracterizada por sentimentos de labilidade, irritabilidade e ansiedade acerca dos cuidados ao bebé, e até sintomatologia depressiva leve. 

Este quadro deve-se a uma desregulação hormonal que acontece previamente ao parto, nomeadamente uma subida anómala do estradiol e da progesterona, que sofrem um declínio abrupto após o parto. 

Estas alterações são responsáveis por alterações neuroquímicas de 50 a 75% das mulheres, e produzem alterações do humor durante a primeira semana após o parto (Chechko et al., 2023). A esta fase chama-se Baby Blues, ou tristeza pós parto. 

Embora seja comum que este quadro melhore duas semanas após o parto, há casos de Baby Blues que progridem para um quadro depressivo mais grave, a depressão pós-parto propriamente dita. Esta evolução acontece de modo mais significativo em circunstâncias de défice de apoio social e quando existem fatores de risco prévios.

Os fatores de risco que devem ser alvo de intervenção prévia de modo a tratar a tristeza pós-parto e impedir a sua progressão para um quadro depressivo pós-natal mais pervasivo, são os seguintes:

  • Ansiedade pré-natal;
  • Depressão pré-natal;
  • História pregressa de depressão na puérpera;
  • Historial familiar de depressão;
  • Deficiente apoio instrumental e emocional;
  • Gravidez não planeada;
  • Experiência de confinamento negativa na gestação.

Assim, um adequado tratamento do chamado Baby Blues carece de intervenção prévia ao parto e visa prevenir o agravamento de um quadro que de outro modo é normativo, mas que nas circunstâncias certas pode degenerar num quadro depressivo pós-parto.

Na avaliação da tristeza pós parto ou Baby Blues, é fundamental avaliar a severidade dos sintomas, bem como aferir da existência de ideação suicida, ideias paranóides ou ideação homicida dirigida ao recém-nascido.

O tratamento dos Baby Blues não é particularmente complexo pois o quadro habitualmente resolve-se por si mesmo. De modo a prevenir a transição para uma síndrome depressiva pós-parto, o tratamento envolve validação da puérpera, educação, tranquilização e apoio psicossocial (Balaram & Marwah, 2023).

A depressão pós-parto é uma das mais vulgares condições clínicas perinatais e tem um impacto significativo não apenas no bem-estar da puérpera, como também no do recém-nascido, podendo ter consequências ao nível do seu desenvolvimento intelectual e emocional, bem como outras complicações a longo prazo (Suryawanshi & Pajai, 2022).

Poderá também ser responsável pelo surgimento de outros quadros psicopatológicos na progenitora, designadamente perturbação obsessivo-compulsiva ou perturbação de ansiedade.

O quadro clínico consiste num estado contínuo de consciência caracterizado por sentimentos de tristeza, baixa auto-estima e desalento. De acordo com muitos estudos, o quadro de depressão pós-parto pode surgir no primeiro mês do puerpério e até ao final do primeiro semestre, embora haja também estudos que reconheçam o seu surgimento até ao primeiro ano de vida do bebé. 

Há três tipos de depressão pós parto, para além da depressão pré-parto, que se instala no decurso da gestação e que envolve sintomatologia leve. A depressão pós-parto é um de três tipos de quadros clínicos que se podem instalar no período perinatal. Para além desta, o já referido Baby Blues, cujos sintomas são similares aos da depressão pós-parto e que afeta cerca de 80% das puérperas. O terceiro tipo é a psicose pós-parto, um quadro mais grave, com uma prevalência muito menor, mas que inclui paranóia, ansiedade, agitação, mania, ideação suicida ou homicida e alucinações para causar dano ao bebé.

A sintomatologia da depressão pós-parto é em muito similar à sintomatologia da perturbação depressiva, com a grande exceção de que aquela acontece após o nascimento de um bebé e é habitualmente precedida de sintomatologia mais leve no período perinatal. Os sintomas da depressão pós parto acontecem em concomitância e são (NIHM, 2010): 

  • Tristeza persistente;
  • Dificuldades de concentração;
  • Dificuldades de memória;
  • Sentimentos de inutilidade e culpa;
  • Irritabilidade;
  • Anedonia;
  • Falta de interesse no auto-cuidado;
  • Insónia;
  • Hipersonia;
  • Falta de apetite ou excesso de apetite;
  • Somatizações – dores de cabeça, dores de peito, palpitações, entorpecimento, hiperventilação;
  • Défice de vinculação com o bebé;
  • Perda de interesse em atividades anteriormente prazerosas;
  • Pensamentos recorrentes de morte ou suicídio.

De acordo com Mughal et al. (2022), a depressão pós-parto acontece em resultado de vários tipos de fatores de risco em várias dimensões da vida da puérpera. São as dimensões de fatores de risco que de seguida se analisam:

Fatores de risco psicológicos: 

  • Historial e depressão e ansiedade; 
  • Síndrome pré-menstrual; 
  • Atitude negativa em relação ao bebé; 
  • Rejeição do sexo do bebé;
  • História de abuso sexual.

Fatores de risco obstétrico:

  • Gravidez de risco, que inclui cesariana de emergência e hospitalizações durante a gravidez;
  • Passagem de mecônio; 
  • Prolapso do cordão umbilical;
  • Parto prematuro ou de baixo peso;
  • Baixa hemoglobina.

Fatores de risco social: 

  • Falta de apoio social; 
  • Violência doméstica, sob as formas sexual, física e verbal. 
  • Hábitos tabágicos na gestação.

Fatores ligados ao estilo de vida:

  • Hábitos alimentares;
  • Higiene do sono; 
  • Exercício físico.

Alguns estudos apontam para uma duração da sintomatologia depressiva inferior a um mês numa percentagem significativa de puérperas (Abdelmola et al., 2023). Por outro lado, é sabido que as consequências de uma depressão pós-parto não tratada podem ser duradoras ainda mais para a criança do que para a progenitora (Frieder et al., 2019).

Para a progenitora, a depressão pós-parto sem tratamento pode perdurar meses ou anos. O tratamento deve ser procurado nos casos em que a mãe sinta tristeza ou anedonia durante mais de 2 meses após o parto.

A persistência no tempo da depressão pós-parto está relacionada com certos fatores já mencionados, sendo que estes podem prolongar a sintomatologia para lá de 3 anos após o nascimento do bebé.

Convém ser mencionada ainda a depressão pós-parto tardia, situação em que a sintomatologia não surge no período de periparto, mas sim algum tempo depois, sendo documentados inúmeros casos de aparecimento de sintomas entre dois meses a seis meses depois do parto (Tebeka et al., 2020).

Os tratamentos para a depressão pós-parto podem ser diversos e distintos, estando razoavelmente consolidada junto da comunidade científica e médica a sua eficácia (Gjerdingen, 2003).

As diferentes opções terapêuticas incluem psicoterapia individual ou de grupo e terapia farmacológica antidepressiva conjugadas. Os fármacos paroxetina, sertralina e nortriptilina estão entre os medicamentos antidepressivos mais amplamente estudados para os quais não foram identificados efeitos adversos em lactentes. 

Outros tratamentos promissores no tratamento da depressão pós-parto incluem terapia de reposição de estrogénio, visitas domiciliares por profissionais de saúde e psicoterapias de grupo. 

Quaisquer que sejam as opções de tratamento, este deverá contemplar a educação da puérpera sobre a doença, sobre o tratamento específico escolhido e sobre outros mecanismos de promoção da saúde, como suporte social e estilos de vidas saudáveis. 

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Abdelmola AO, et al. Prevalence and Factors Associated with Maternal Postpartum Depression among Mothers in Saudi Arabia: A Cross-Sectional Study. Healthcare (Basel). 2023 Jan 25;11(3):343. 

Balaram K, Marwaha R. Postpartum Blues. 2023 Mar 6. Em: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2023 Jan–.

Chechko N, Stickel S, Votinov M. Neural responses to monetary incentives in postpartum women affected by baby blues. Psychoneuroendocrinology. 2023 Feb;148:105991. 

Frieder A, Fersh M, Hainline R, Deligiannidis KM. Pharmacotherapy of Postpartum Depression: Current Approaches and Novel Drug Development. CNS Drugs. 2019 Mar;33(3):265-282. 

Gjerdingen D. The effectiveness of various postpartum depression treatments and the impact of antidepressant drugs on nursing infants. J Am Board Fam Pract. 2003 Sep-Oct;16(5):372-82. 

National Institute for Healthcare Management (2010). Identifying and treating maternal depression: Strategies and considerations for health plans. Consultado em https://fhop.ucsf.edu/ em abril de 2023.

Suryawanshi O 4th, Pajai S. A Comprehensive Review on Postpartum Depression. Cureus. 2022 Dec 20;14(12):e32745. 

Tebeka S, Le Strat Y, Mandelbrot L, et al. Early and late postpartum depression exhibit distinct correlates: the IGEDEPP prospective cohort study. Authorea. June 11, 2020.

Umboh SJ, How CH, Chen H. Postnatal depression: a family medicine perspective. Singapore Med J. 2013 Sep;54(9):477-9; quiz 480-1. 

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